Melatonina na Doença de Alzheimer: evidências integradas sobre seu potencial preventivo e terapêutico
DOI:
https://doi.org/10.53817/1983-6929.2026.96Palavras-chave:
Envelhecimento, Doença neurodegenerativa, NeuroproteçãoResumo
A Doença de Alzheimer (DA) é uma enfermidade neurodegenerativa progressiva, cuja patogênese está associada à disfunção sináptica e morte neuronal. A melatonina, um hormônio envolvido na regulação do ciclo circadiano, apresenta níveis progressivamente reduzidos com o envelhecimento, sendo ainda mais baixos em pacientes com DA, e evidências sugerem que sua deficiência pode estar relacionada à gravidade da patologia. O objetivo do estudo foi investigar os efeitos relatados da melatonina na DA e discutir sua viabilidade como estratégia terapêutica. Para isso, foi realizada uma revisão integrativa de literatura com busca realizada em fevereiro de 2025 na base MedLine (PubMed). Foram incluídos artigos publicados entre 2019 e 2025 em língua inglesa, utilizando os descritores “Alzheimer disease” e “melatonin”. Dos 264 artigos encontrados, 23 foram selecionados (9 in vitro, 12 in vivo, 2 ensaios clínicos e 2 de análise bioinformática). Os modelos experimentais indicaram que a melatonina reduz placas β-amiloides, hiperfosforilação da Tau, neuroinflamação e disfunção mitocondrial, além de melhorar a cognição. Entretanto, os ensaios clínicos apresentaram resultados inconclusivos, sugerindo eficácia limitada a fases iniciais da doença. Sendo assim, a melatonina mostra-se promissora como agente neuroprotetor, mas sua eficácia clínica ainda carece de comprovação robusta.
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Copyright (c) 2026 Caroline Prado Rehbein, Elize Musachio, Débora Filipetto Pulcinelli, Gabriela Acunha Razzera, Jackeline de Miranda Schmidt , Fernanda dos Santos Trombini, Maria Denise Schimith, Fernanda Barbisan (Autor)

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